Somos
turistas exigentes. Conhecemos 22 cidades em 12 países diferentes, a
maior parte deles na Europa. Nosso nível de exigência, como é de
se esperar, foi elevando-se com cada experiência que deu certo e, é
claro, também com as que deram errado.
O
fato é que é bastante fácil dar errado, em se tratando de turismo,
quando você assume a responsabilidade de organizar sua viagem by
yourself, ou seja, sem o auxílio de agências de turismo. Não somos
do tipo que compra pacotes em agências de viagens, fazemos nossos
próprios roteiros, garimpamos passagens na internet, reservamos
nossos hotéis, decidimos o que visitar, o que comer. Fazer roteiros
é trabalhoso, porém, turistas exigentes que somos, não poderia ser
diferente, pois não ficaríamos satisfeitos com pacotes padronizados
de viagens.
Nossa
maior aventura – certamente a que mais contribuiu para a construção
do tipo de turistas que somos hoje – foi ter vivido por um ano na
capital da Irlanda, Dublin. Viajar sempre foi algo de que gostamos,
mas morar um ano inteiro na Europa possibilitou que pudéssemos
explorar o Velho Continente com mais facilidade. Aqui uma informação
relevante: não viajamos na primeira classe. Gostamos de bons
restaurantes, bons vinhos, de lugares que enchem os lhos e a alma,
porém, como não somos ricos, o fator custo/benefício sempre é
levado em consideração em tudo o que escolhemos.
Idealizamos
este blog pensando em turistas que tenham perfil semelhante ao nosso,
ou seja, o blog não se destina a mochileiros (que procuram sempre o
mínimo custo), tampouco a pessoas que não precisam pensar em
dinheiro. Em outras palavras, excluem-se aqui os dois extremos: não
nos pautaremos unicamente pelo valor monetário das coisas, mas
também não temos um cartão com crédito ilimitado.
Aqui
falaremos sobre as boas experiências e também sobre as ruins,
tentando demonstrar que, muitas vezes, as melhores vivências não
estão nos roteiros prontos e nem têm relação com aquilo que
gastamos para tê-las.